Como reconhecer, amadurecer e colocar em ação
Começar a leituraDurante muitos anos, algumas das minhas características mais fortes foram tratadas como defeito. A minha intensidade parecia demais. A minha dificuldade de desistir parecia teimosia. A minha sensibilidade parecia fragilidade. A minha exigência comigo mesma parecia perfeccionismo.
Em alguns momentos, fui eu mesma quem chamou essas coisas de problema. Em outros, foram pessoas ao meu redor. E passei tempo demais tentando diminuir aquilo que, mais tarde, entendi que era força.
Talvez você conheça essa sensação. Ao longo da vida, muitas de nós recebemos rótulos: ansiosa, difícil, exigente, intensa, sensível demais, controladora, preocupada demais. Alguns desses rótulos vieram de fora. Outros nós mesmas colamos em nós. E fomos acreditando que precisávamos nos consertar, quando talvez precisássemos apenas nos compreender.
Eu escrevo este estudo como quem senta ao seu lado para conversar, não como quem tem todas as respostas. Sou mulher, mãe, esposa, e passei trinta anos no mundo corporativo aprendendo, muitas vezes na marra, a reconhecer forças que ninguém tinha me ensinado a nomear. Algumas dessas descobertas vieram tarde. Talvez algumas cheguem para você mais cedo do que chegaram para mim, e é por isso que decidi compartilhá-las.
Este estudo nasce de uma pergunta que mudou a forma como eu olho para a minha própria história: e se algumas características que passamos a vida tentando diminuir forem forças que nunca receberam nome?
Nomear uma força não é criar um novo padrão para a mulher. É aprender a discernir o que há de força, o que virou distorção pela dor, o que foi explorado até a exaustão e o que ainda precisa amadurecer diante de Deus.
Nos dois primeiros estudos deste blog, caminhamos pelo significado de Ezer Kenegdo, a expressão que aparece em Gênesis 2:18. Vimos que a mulher não surge na criação como presença secundária nem como ajudante inferior. Ela é apresentada como socorro correspondente, uma força que está diante, face a face, criada por Deus para participar da resposta ao primeiro "não é bom" da narrativa bíblica, a solidão do ser humano.
Vimos também que a queda distorceu esse desenho, e que Jesus, ao longo dos Evangelhos, devolveu às mulheres voz, dignidade, pertencimento, aprendizado e missão. Não quero refazer todo esse caminho aqui. Se você ainda não leu esses estudos, eles estão no blog e ajudam a entender a base. Neste terceiro passo, quero avançar para outra pergunta: como essa força se manifesta na vida real?
Preciso ser honesta sobre a origem deste modelo, porque isso importa. As sete forças não aparecem na Bíblia como uma lista pronta e enumerada. Elas nasceram de uma pesquisa pessoal que fiz enquanto estudava Ezer Kenegdo. Comparei o sentido bíblico da expressão, as histórias de mulheres da Bíblia que me inspiram, os padrões que reconheci nessas narrativas e as experiências que vivi como mulher, mãe, esposa, executiva, líder e pessoa de fé.
Ao rever a minha história à luz das Escrituras, comecei a reconhecer dimensões que estiveram presentes em diferentes fases da minha vida, forças que exerci por anos sem saber nomear. Uma parte desse trabalho foi separar o que era força do que era ferida, medo ou distorção. A mesma intensidade que me ajudou a sustentar processos difíceis também podia virar controle quando eu estava com medo. A mesma sensibilidade que me ajudava a perceber as pessoas também podia me esgotar quando eu me tornava responsável pela emoção de todo mundo.
Organizei esse aprendizado em sete dimensões: Clareza, Aliança, Verdade, Ambiente, Sustento, Frutificação e Bem-estar.
Este modelo é uma síntese autoral, bíblica, pessoal e prática. É um mapa de reconhecimento e de amadurecimento.
Ele não é uma doutrina bíblica formal, não é um teste de personalidade, não é uma definição rígida do que toda mulher deve ser, não é um novo padrão de cobrança, e não é uma afirmação de que essas forças não existem também nos homens.
Eu compartilho este mapa porque ele me fortaleceu, e porque pode ajudar outra mulher a olhar para a própria história com mais clareza, gratidão e discernimento diante de Deus.
Essas sete forças não são sete coisas soltas. Elas se sustentam umas às outras, e por isso gosto de imaginá-las não como uma lista, mas como um sistema vivo, uma árvore.
E é justamente o bem-estar que preciso explicar melhor, porque não é apenas um clima agradável. Ele é o que atravessa a árvore inteira, dos galhos às folhas. Quando falta, a árvore pode até parecer forte por algum tempo, mas começa a secar por dentro.
Antes de entrar em cada uma, um cuidado. Para cada força, escolhi uma mulher da Bíblia como janela de observação. Ela não é a dona exclusiva daquela força, e uma mesma mulher pode manifestar várias. A intenção é olhar a força em ação, não encaixar cada mulher numa única gaveta.
A primeira força é a Clareza. A pergunta que ela faz é simples e difícil ao mesmo tempo: como distinguir aquilo que estou percebendo daquilo que estou temendo?
Deixe-me contar uma história que carrego até hoje. Quando eu era mais jovem e morava no Rio de Janeiro, voltava a pé da escola, à noite. Em determinado momento, percebi que estava sendo seguida. Um homem encapuzado vinha atrás de mim. A minha primeira reação foi olhar ao redor e procurar alguém. A rua estava vazia, tudo fechado, não havia ninguém. Eu sabia que gritar seria pior, e que correr provavelmente daria errado, porque ele me alcançaria.
Então aconteceu algo que ainda tento explicar. Uma calma estranha me tomou. Elevei o coração a Deus e pedi ajuda para o plano que eu ia executar: continuar andando com tranquilidade até o prédio onde eu morava, do outro lado da calçada. Sem que ele percebesse, deslizei a mão e peguei a chave do portão, porque não haveria tempo de tocar o interfone. Posicionei a chave entre os dedos, pronta para acertar a fechadura de primeira. Andei um quarteirão inteiro assim. Quando cheguei em frente ao prédio, corri, acertei a chave, abri e bati o portão atrás de mim. O homem correu quando me viu correr, mas quando pôs as mãos no portão, ele já estava fechado.
Naquela noite, a clareza de enxergar o melhor caminho me livrou de um mal terrível. Repare no que aconteceu dentro de mim. Eu não ignorei o perigo, e também não me entreguei ao pânico. Separei o fato, alguém me seguindo numa rua deserta, das reações que o medo oferecia, gritar ou correr, e escolhi a resposta que a situação realmente pedia. Isso é Clareza.
A Bíblia tem uma mulher que mostra essa força em ação. O nome dela é Abigail, em 1 Samuel 25.
"O nome desse homem era Nabal, e o de sua mulher, Abigail. Ela era inteligente e bonita, mas o marido, um descendente de Calebe, era rude e mau em seus atos."
A expressão traduzida por "inteligente" descreve bom senso e discernimento prático. É a única vez que esse termo aparece, na Bíblia hebraica, aplicado a uma mulher.
O contexto era tenso. Nabal, marido de Abigail, havia insultado Davi, o futuro rei de Israel, mesmo depois de os homens de Davi terem protegido os pastores da família. Furioso, Davi marchou com quatrocentos homens armados, decidido a matar todos os homens daquela casa. Foi aí que Abigail agiu. Ela ouviu o relato de um servo, não entrou em pânico, preparou provisões e saiu ao encontro de Davi. Falou com ele de um jeito que o honrou e, ao mesmo tempo, o impediu de derramar sangue sem causa e de carregar para sempre essa culpa. Ela não previu o futuro nem controlou o desfecho. Enxergou o suficiente para responder com sabedoria.
No dia a dia, essa força aparece de formas menos dramáticas do que uma rua escura. Ela é a lucidez de ler uma reunião antes de ela azedar, de perceber que um filho está diferente antes que ele diga qualquer coisa, de nomear se aquilo que me incomoda é um fato, uma percepção ou um medo, antes de reagir. O cuidado é não confundir discernimento com suspeita permanente. Clareza madura não é ansiedade que tenta prever tudo, nem hipervigilância que transforma todo incômodo em ameaça. Ela observa, separa o fato do medo, busca confirmação, escuta outras pessoas e aceita rever a própria leitura.
Clareza não é prever tudo. É enxergar o suficiente para responder com sabedoria.
A segunda força é a Aliança. A pergunta dela é: eu permaneço por convicção ou por medo?
Rute é uma janela poderosa para essa força. Ela poderia ter voltado para a sua terra, e a própria Noemi a liberou. Mesmo assim ela escolheu ficar, e disse uma das frases mais densas de lealdade de toda a Bíblia.
"Não insistas comigo que te deixe e que não mais te acompanhe. Aonde fores irei, onde ficares ficarei! O teu povo será o meu povo e o teu Deus será o meu Deus."
Não foi romantismo nem medo de perder. Foi escolha consciente, com custo.
Aliança madura protege o vínculo sem abandonar a verdade e sabe estabelecer limites. Ela não é suportar tudo, não é autoabandono e não é permanecer no que fere. No dia a dia, essa força aparece na amiga que permanece sem se anular, no casamento que se constrói sem se perder, na lealdade que não vira submissão silenciosa.
Aliança não é suportar tudo. É proteger o vínculo sem se perder.
A terceira força é a Verdade. A pergunta que ela faz é desconfortável: eu quero dizer essa verdade para restaurar o caminho ou apenas para provar que estou certa?
No Novo Testamento, Priscila, ao lado do marido Áquila, ouviu um pregador eloquente chamado Apolo e percebeu que faltava algo no ensino dele. Sem cargo e sem humilhar ninguém, os dois o instruíram com mais exatidão no caminho de Deus (Atos 18:24 a 26). É a coragem de dizer o que precisa ser dito olhando nos olhos, sem manipulação e sem covardia. Quantas vezes calamos uma verdade importante para manter a paz, quando na verdade estávamos apenas evitando o desconforto?
Verdade madura ilumina, realinha e devolve responsabilidade. Ela não é agressividade disfarçada de honestidade, nem silêncio disfarçado de paz.
A verdade que vem do design não humilha. Ela ilumina e realinha.
A quarta força é o Ambiente. A pergunta dela é reveladora: o ambiente que estou criando permite que as pessoas cresçam, ou faz com que tudo dependa de mim?
Lídia, em Atos 16, abriu a sua casa e a transformou em base para uma comunidade inteira. Criar ambiente não é decoração, não é manter todos felizes à custa de si mesma e não é controlar. É cultivar verdade, segurança, pertencimento e ordem. A distorção dessa força aparece quando o cuidado vira perfeccionismo, controle e a tentativa de administrar as emoções de todos.
Criar ambiente não é impedir todo desconforto. É cultivar um espaço onde a vida floresce.
A quinta força é o Sustento. A pergunta dela pede honestidade: este processo pede permanência, uma nova ação, um limite ou a coragem de encerrar?
Ana, em 1 Samuel 1, atravessou anos de espera e dor levando o seu clamor diante de Deus. Sustento maduro permanece inteiro e responsivo durante a travessia. Diante de um processo longo, uma doença, um filho difícil, um trabalho que não deslancha, essa força ajuda a fazer a pergunta certa sobre continuar, mudar, limitar ou encerrar.
Aqui é preciso um cuidado sério: sustentar não é glorificar o sofrimento, não é passividade e não é insistir sem discernimento. A Bíblia nunca deve ser usada para justificar permanecer no que destrói.
Sustentar não é ficar imóvel. É permanecer inteira e sabendo quando continuar, quando mudar e quando pedir ajuda.
A sexta força é a Frutificação. A pergunta dela é generosa: o que Deus já formou em mim que pode nutrir, orientar ou abrir caminho para outra pessoa?
Maria Madalena foi a primeira a anunciar a ressurreição, e a palavra dela atravessou gerações (João 20). Frutificar é muito maior do que a maternidade biológica, embora também a inclua. É formar pessoas, transmitir o que aprendemos, construir o que vai durar. Aparece quando você investe em alguém sem garantia de retorno, quando ensina para que a próxima pessoa chegue mais longe, quando cria algo que vai continuar depois de você. A distorção aparece quando frutificar vira produtividade incessante para provar valor, ou comparação de resultados.
Frutificar não é provar o próprio valor. É deixar que o que recebemos de Deus continue gerando vida.
A sétima força é o Bem-estar, o shalom. A pergunta dela desmascara muita coisa: estou construindo uma paz verdadeira ou apenas evitando o desconforto?
A mulher que sofria com o fluxo de sangue, depois de doze anos, ouviu de Jesus "vai em paz" (Marcos 5). Aquilo não foi só uma despedida, foi entrega de inteireza. Shalom, na tradição hebraica, não é ausência de problemas nem tranquilidade artificial. É paz com fundamento, aquela que atravessa a tempestade sem perder o chão. A distorção do shalom é a paz falsa: o silêncio diante do conflito, a fuga, a aparência de harmonia.
Shalom não é uma vida sem tempestades. É uma vida que não perde o fundamento dentro delas.
Um detalhe importante deste modelo é que as forças se equilibram umas às outras. Quando uma opera isolada das demais, ela tende a se distorcer.
A Clareza sem a Aliança pode virar frieza, aquela lucidez que enxerga tudo mas não se vincula a ninguém. A Aliança sem a Verdade pode virar autoabandono, a lealdade que cala para não perder o outro. A Verdade sem o Bem-estar pode virar agressividade, a franqueza que fere em vez de realinhar. O Ambiente sem limite pode virar controle. O Sustento sem discernimento pode virar permanência destrutiva. A Frutificação sem raiz pode virar produtividade vazia. E o Bem-estar sem a Verdade pode virar uma paz falsa que evita todo confronto.
Por isso o objetivo nunca é desenvolver uma única força ao máximo, e sim deixar que elas cresçam juntas, como partes da mesma árvore.
A mesma força pode operar de maneira saudável ou se misturar com medo, controle, exaustão ou necessidade de aprovação. Reconhecer a diferença é o começo do amadurecimento.
| Força | Expressão madura | Expressão ferida |
|---|---|---|
| Clareza | Separa fato, percepção e medo; busca confirmação | Ansiedade, hipervigilância, suspeita constante |
| Aliança | Protege o vínculo sem se abandonar; sabe limites | Suportar tudo, autoabandono, permanecer no que fere |
| Verdade | Confronta com amor e devolve responsabilidade | Agressividade, ou silêncio disfarçado de paz |
| Ambiente | Cultiva segurança, pertencimento e ordem | Controle, perfeccionismo, cuidar da emoção de todos |
| Sustento | Atravessa inteira e sabe a hora de continuar ou mudar | Passividade, insistência sem discernimento, exaustão |
| Frutificação | Deixa o que recebeu gerar vida em outros | Produtividade para provar valor, comparação |
| Bem-estar | Paz com fundamento que atravessa a tempestade | Paz falsa, fuga, aparência de harmonia |
Se você olhar de novo para essas mulheres, vai perceber um fio comum. Abigail agiu no momento decisivo. Rute permaneceu por convicção. Ana clamou por anos. A mulher do fluxo não desistiu depois de doze anos. Existe algo que atravessa todas as sete forças, e não é uma oitava força. É uma postura: perseverança diante de Deus. Eu gosto de resumi-la em uma frase: até que o céu responda.
Essa dimensão está ligada à minha história. Eu tenho grande capacidade de perseverar, e uma das coisas mais difíceis para mim é desistir. Isso me ajudou a atravessar processos longos, sustentar pessoas e lutar pela minha família. Mas precisei aprender algumas coisas. Nem toda permanência é perseverança, e nem toda desistência é infidelidade. Perseverar não é insistir cegamente no resultado que eu escolhi.
Por isso, é importante entender o que a frase até que o céu responda não significa. Ela não sugere que a nossa fé obriga Deus a confirmar os nossos desejos. O céu pode responder de muitas formas: abrindo uma porta, fechando uma porta, mudando as circunstâncias, transformando algo dentro de nós, pedindo espera ou apontando uma nova direção.
Perseverar diante de Deus não é obrigar o céu a confirmar o que eu quero. É permanecer com Ele até que a resposta venha, seja ela qual for.
Antes de terminar, quero te convidar a um exercício simples. Não é um teste, e não existe pontuação. É só um começo de reconhecimento.
Pegue as sete forças: Clareza, Aliança, Verdade, Ambiente, Sustento, Frutificação e Bem-estar. Escolha uma que você reconhece operando com mais naturalidade em você, aquela que aparece quase sem esforço. Agora escolha uma segunda: alguma força sua que, em algum momento da vida, foi chamada de defeito, por você ou por outras pessoas.
Escreva uma frase para cada uma. Sobre a primeira: onde ela tem aparecido ultimamente? Sobre a segunda: o que mudaria se você passasse a olhar para ela como força a amadurecer, e não como problema a esconder?
Não responda rápido demais. Deixe as perguntas ficarem um pouco. Esse pequeno reconhecimento já é o primeiro passo do amadurecimento, e é dele que o estudo profundo vai partir.
Separe alguns minutos, se possível com um caderno por perto, e responda com sinceridade diante de Deus.
Senhor, obrigada porque nenhuma das forças que colocaste em mim é acidente. Ensina-me a diferença entre o que percebo e o que temo, entre permanecer por convicção e permanecer por medo, entre a paz verdadeira e a fuga disfarçada de paz.
Onde uma força minha se feriu, cura. Onde foi explorada, restaura. Onde ainda é imatura, amadurece. E dá-me coragem para perseverar diante de Ti, até que o céu responda, seja qual for a Tua resposta. Amém.
Nomear as sete forças não é criar mais uma régua para você se medir e se cobrar. É o contrário. É devolver o nome certo a coisas que talvez tenham sido chamadas pelo nome errado durante muito tempo.
Você não precisa exercer todas as forças com a mesma intensidade, nem no mesmo tempo. Algumas estarão mais desenvolvidas, outras adormecidas, outras feridas e pedindo cuidado. E cada uma delas está dentro de um processo.
Ser Ezer, afinal, nunca foi sinônimo de ser exausta. Nem toda necessidade ao seu redor é um chamado seu. Cuidar não é administrar as emoções de todos, sustentar não é permanecer indefinidamente, e gerar vida também exige receber cuidado. Às vezes, estabelecer um limite é uma das formas mais altas de fidelidade.
Aquilo que você passou a vida chamando de defeito, Deus pode estar chamando de força.
Este artigo foi um mapa breve das sete forças. No estudo completo em PDF, você encontra a pesquisa bíblica de cada força, o contexto de cada mulher, os cuidados de interpretação, os exercícios com espaço de escrita e um processo de amadurecimento ao longo de sete semanas. Preencha seus dados para acessar o material completo.
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